segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O poder de uma palavra de apreço, de reconhecimento

http://www.youtube.com/watch?v=GoIAVw_LiaQ

domingo, 16 de agosto de 2009

Pode um casal sobreviver a uma Infidelidade?


São dificeis de encontrar estatísticas actualizadas mas segundo um estudo, cerca de 37% dos homens casados e 20% das mulheres casadas foram infiéis pelo menos 1 em vez, e 1 em cada 2,7 casais foi vítima deInfidelidade (The National Opinion Research Centre, 1992).

Ainda, mais 50 % dos casais que iniciaram Terapia de Casal fizeram-no porque um dos parceiros tinha sido infiel. Estes números são espantosos e incluem problemas de natureza sexual, e emocional.

Os problemas emocionais são considerados uma nova crise de Infidelidade e tornam-se provavelmente mais prevalentes devido à era tecnológica em que vivemos. Neste tipo de situações, pessoas que nunca teriam sido infíeis á relação atravessam a linha de uma amizade platónica para um relacionamento romântico, muitas vezes no local de trabalho e na Internet. Os relacionamentos românticos são diferentes das amizades platónicas porque, nas segundas, não há
1) uma intimidade emocional maior do que na relação conjugal,
2) o sigilo e ocultação do parceiro
3) química sexual.

Relações de Internet, que causam sofrimento no casal apesar da falta de contato físico real, são exemplo de problemas emocionais. No entanto, os problemas de tipo combinado em que relações extramaritais que ocorrem num contexto emocional intenso tem geralmente um impacto mais devastador(Glass, 2005).

Após a descoberta/divulgação devastadora da infidelidade, crises recorrentes e emoções intensas são a norma.

Pode uma relação sobreviver este tipo de uma crise? A resposta é sim;

A maioria dos relacionamentos não só pode sobreviver a uma infidelidade, como terapeutas de Casal observaram que muitos relacionamentos se tornam mais fortes e mais íntimos após a terapia de casal (AAMFT Consumers Update, 2005).

Em geral, o casal precisa de ultrapassar 3 fases para reconstruir a relação (Spring, 1996):

1) Há que instituir a segurança e tratar os sintomas traumáticos. Fundamental terminar qualquer contacto com o parceiro/a envolvido na relação extraconjugal. Quando este é um/a colega de trabalho, o contacto tem que ser estritamente profissional e os encontros necessários partilhados com o/a parceiro/a, nas conversas normais do fim de dia para reconstruir a confiança.


2) Partilhar a história da relação extraconjugal. Esta é uma fase dificil, dolorosa , mas necessária e que feita no contexto da consulta, moderada pelo Terapeuta, evita que seja uma processo inquisitorial. O princípio orientador nesta fase está em utilizar informações para melhorar a cura, versus exercer interrogatório destrutivo, como aquele que normalmente decorrer na intimidade do casal.

3) Compreender, integrar, contextualizar a relação extraconjugal e orientarem-se em direcção ao futuro. As componentes mais importantes desta fase são reconhecer as vulnerabilidades da relação e trabalhá-las. O casal desenvolve um renovado sentido de confiança, compromisso e uma responsabilidade partilhada de mudança.

Mais de 90% das relações extraconjugais ocorrem por uma necessidade de intimidade emocional do que por necessidades sexuais (Gottman, 1999).

Compreender como e porquê a desconexão emocional aconteceu no casamento é a chave; sobreviver a este problema significa ser honesto, sendo aberto e estar disposto a tomar as medidas necessárias para reconstruir a amizade e confiança.

Também requer que o parceiro infiel tenha a capacidade para empatizar com o seu cônjuge e o ajude a recuperar do sentimento de traição. Se ambos os parceiros se comprometerem a colaborar para tratar destas questões, a sua relação pode definitivamente sobreviver e prosperar, após a Infidelidade.

Autoria: Dr. Tanja Haley
Tradução livre: Catarina Mexia

Na Oficina de Psicologia existem consultas de Terapia Familiar onde esta realidade é possível.

Nelas são utilizadas técnicas que permitem aos casais atingiram as fases aqui descritas, com particular enfase para o EMDR. Esta é uma técnica potente para ultrapassar situções de trauma como a da infidelidade e cuja maior vantagem se relaciona com a diminuição de tempo necessário para obter os resultados pretendidos.

Para mais informações vá a : http://oficinadepsicologia.com/conjugal-familiar.htm

Estudo aponta para importantes alterações na qualidade de vida após a terapia de grupo cognitiva-comportamental para Perturbação de Pânico


Investigadores do Departamento de psiquiatria do Hospital Universitário de Zurique, Suíça e do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Hospital Universtário de Hamburgo, conduziram um estudo que demonstrou o efeito positivo na qualidade de vida das pessoas após terapia de Grupo de inspiração cognitivo-comportamental no tratamento da Perturbação de Panico.

Dados sobre a qualidade de vida (QoL) são importantes para estimar o impacto das doenças no funcionamento e bem-estar. O presente estudo foi concebido para avaliar a associação dos diferentes aspectos da Perturbação de pânico (PD) com QoL, e examinar a relação entre QoL e os resultado sintomáticos seguintes a uma terapia cognitiva-comportamental breve
de grupo (CBGT).

A amostra foi constituída 55 pacientes que sofrem de PD e que passaram por CBGT.

Os resultados são animadores para os terapeutas cognitivo-comportamentais que tratam pacientes que sofrem de Perturbação de pânico em grupos, dado que a diminuição dos sintomas de PD parece ser associadas a melhorias consideráveis na Qualidade de Vida (QoL).

Para mais saber mais:
http://dx.doi.org/10.1016/j.eurpsy.2009.05.003

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Insónias


Para si que sofre de insónias,
veja as recomendações da Associação Portuguesa de Sono

http://www.apsono.com/pt/folheto.pdf

domingo, 9 de agosto de 2009

Sabia que a Depressão tem um risco de mortalidade semelhante ao do Tabagismo?


A depressão pode aumentar a mortalidade, tanto quanto fumar, de acordo com o novo estudo publicado em Agosto pelo British Journal of Psychiatry.

Especialistas do King's College London associaram-se a colegas noruegueses
para investigar se a depressão e a ansiedade estão associados com aumento da mortalidade.

Um estudo de grandes dimensões envolvendo 61 349 pessoas foi levado a cabo na Noruega.
O estudo mostrou que a depressão está associada a um aumento da mortalidade. Ainda, o risco é semelhante aquele atribuível ao factor "tabagismo"(depressão: ratio hazard (HR) = 1,52, IC 95% 1,35-1,72-v-fumantes: hazard ratio = 1,59, IC 95% 1,44-1,75).

Escrevendo no British Journal of Psychiatry, o principal investigador, Dr. Arnstein Mykletun disse: "Para ilustrar a força da associação entre depressão e mortalidade, foi comparada com o efeito do tabagismo atual - aceitou-se como fator de risco para a mortalidade e uma meta para importantes iniciativas de saúde pública."

"As probalidades para mortalidade associadas ao tabagismo e depressão foram comparáveis. Isto ilustra a importância potencial da depressão como um factor de risco para mortalidade - no entanto, as razões para isso exigem uma análise mais aprofundada."

Os investigadores não encontraram nenhuma associação entre a ansiedade e a mortalidade. No entanto, quando estudaram pacientes que tiveram ambas ansiedade e depressão encontraram menor mortalidade, com a maior redução naqueles que apresentaram sintomas de ansiedade moderada e o maior mortalidade em pacientes com menor ansiedade.

Dr. Mykeltun e colegas consideraram este achado como "contra-intuitivo", porque com ambas formas de ansiedade e depressão está associada pior saúde física e maior dificuldade, do que na depressão isolada.

Os investigadores sugerem que as pessoas que experimentam ansiedade podem ser mais propensas a pedir ajuda quando se sentem mal, sendo mais provável que sigam algum tratamento devido aos sintomas, e será menos provável que se envolvam em comportamento de risco que poderiam colocá-los em perigo de morte acidental. "Por outras palavras, pode haver uma vantagem evolutiva nos níveis moderados de ansiedade, uma hipótese que exige uma avaliação mais aprofundada", disseram.

SUGESTÃO:
Na Oficina de Psicologia existem recursos que o ajudam a enfrentar os desafios do Tabagismo, da depressão e ansiedade.

Para Tabagismo vá a http://oficinadepsicologia.com/respirando.pdf


Para depressão e ansiedade vá a http://oficinadepsicologia.com/experimentev02.pdf

Para saber mais:
Mykletun A, Bjerkeset O, Øverland S, et al . Levels of anxiety and depression as predictors of mortality: the HUNT study. Br J Psychiatry 2009 Aug;195:118-125 [ Abstract ]

sábado, 11 de julho de 2009

Famílias em férias...


Andamos no stress da vida, corre-corre do trabalho, lufa-lufa da casa e filhos e compras, corpo aqui no rame-rame do que tem de ser feito, cabeça ali nas preocupações do ontem e do amanhã, coração a turbo para acabar o dia antes de o dia ter acabado… E caímos nas férias, subitamente, sem aviso prévio, malas abertas num qualquer sítio, vazia das rotinas que nos asseguravam não termos de estar presentes. E, ao lado, o marido ou mulher, esse desconhecido com quem jantámos apressados durante um ano. E os filhos, diferentes, agora que o eixo de comunicação primário da escola é substituído por dias integrais de relação pura e abrangente.

E nesta re-descoberta da família que acreditávamos tão conhecida, escondem-se problemas típicos do reencontro com realidades que se modificaram, o que origina alguns desafios em plenas férias.

Se a distância, distancia, o que acontece às relações conjugais que se sustêm nos monossílabos de todo um ano feito de trivialidades? Nas férias, com frequência, esses milímetros diários de distanciamento tornam-se aparentes e descobrem-se quilómetros nem sempre fáceis de serem percorridos. E surgem discussões, blocos de gelo no meio do calor da praia, pequenas irritações, uma angústia insidiosa a propósito do futuro e da pertinência da relação.

E os filhos que demonstram hábitos que desconhecíamos, traços de personalidade que nos deixam na dúvida se exigem ser educados ou criar espaço para o seu desenvolvimento: preocupo-me ou congratulo-me pela sua maturação? E nós, que prevíamos um descanso isento de preocupações…

Estes desafios que se intrometem no espaço descuidado das férias são relativamente frequentes e, apesar de exigirem algum trabalho relacional da nossa parte, bom senso e calma, podem representar momentos importantes de crescimento pessoal e da relação. Apenas há que tomar cuidado em não extremar posições, em conter a impulsividade natural (sobretudo para quem ainda está sob o efeito do desgaste de um ano de trabalho), o confronto e a reactividade emocional excessiva.

Algumas sugestões para quando o clima aquecer aí em casa, em plenas férias:


  • Antes de reagir, imponha a si próprio uns minutos de arrefecimento; vá passear um pouco, dar um mergulho ou fazer um lanche. Se não for um tema que exija reacção da sua parte no próprio dia, opte por consultar o travesseiro: existe muita reorganização interna durante o sono e é frequente acordarmos com a resolução de problemas que na véspera nos pareciam insolúveis.

  • Pense que qualquer dificuldade relacional é, de facto, uma excelente oportunidade para descobrir novos pontos de contacto e fazer crescer a relação; puxe pela sua criatividade e competências de resolução de problemas e tente encontrar uma forma de o fazer.

  • Lembre-se que os seus filhos tiveram um ano para se definirem mais enquanto pessoas e têm de ensaiar comportamentos da nova fase de desenvolvimento em que estão até estabilizarem no seu crescimento. Opte por ouvir, antes de reagir; por observar com atenção e perguntar, antes de dizer o que pensa e o que permite; por se estabelecer como um parceiro de confiança, capaz de negociar, do que como alguém que estabelece regras unilaterais.

  • Se as dificuldades se mantiverem, após as férias, considere um acompanhamento especializado (terapia conjugal e familiar), que sirva como mediador neutro e catalizador de mudanças positivas.

Quando o corpo é o inimigo


A ansiedade é uma reacção intensamente corporal e que foi “desenhada” para ser desagradável ao ponto de nos chamar a atenção, porque tem por função alertar-nos para potenciais perigos. Assim, muita da reacção ansiosa é sentida ao nível do corpo: aceleração cardíaca, tensão muscular, digestões difíceis, alterações da temperatura corporal, hiperventilação, com as suas consequências de sensação de sufoco, dor no peito e tontura… tudo sintomas físicos comuns de quem está ansioso.

No Verão, devido ao calor, o corpo adapta-se às novas condições externas e reage, igualmente, com alguns destes sintomas, muito particularmente a sensação de dificuldade em respirar, e digestões que, pelo menos, nos parecem ser mais lentas, bem como algumas dificuldades de sono que nos deixam combalidos durante o dia.

No Verão, quem tenha predisposição para problemas ansiosos (o que acontece às pessoas com um limiar mais baixo para reconhecerem a sintomatologia física e com uma menor tolerância a esses sinais do organismo), passa por alguns maus momentos. O corpo dá sinais de ajuste à nova temperatura e uma pessoa com maior predisposição para a ansiedade sente com maior intensidade esses sinais e preocupa-se a um ponto de ficar ansioso o que, por sua vez, gera sinais muito parecidos. Desta forma, a sintomatologia física intensifica-se e a pessoa sente que existe, de facto, motivo de preocupação, sendo frequente pensar que existe algum problema médico grave e que requeira atenção urgente.

Nos casos extremos do que acabámos de falar, nomeadamente quando surgem picos de ansiedade muito elevados, a um ponto de a pessoa ter uma sensação de morte ou descontrolo eminente, e quando se instala um ciclo de preocupação a propósito de poder voltar a sentir a mesma coisa, define-se como perturbação do pânico.

Trata-se de uma das perturbações da ansiedade mais frequentes e muito penalizadoras da qualidade de vida porque origina muito sofrimento, a que parece ser impossível de escapar, porque o inimigo é o corpo, com os seus sinais de alarme. Felizmente, existem metodologias de tratamento muito eficazes em psicologia para esta situação.


  • Algumas sugestões, no caso de se dar mal com o calor e já se ter apercebido de que fica ansioso(a) com as suas reacções corporais:

  • Em primeiro lugar, proteja-se do calor excessivo, ficando dentro de casa à hora de maiores temperaturas e economize-se no esforço físico

  • Aligeire as refeições, muito em particular o almoço, diminuindo as doses (e compensando com uma maior frequência) e evitando comidas indigestas e pesadas
  • Mantenha-se hidratado e longe do sol forte

  • Aprenda um exercício de respiração abdominal que lhe permita restabelecer rapidamente um ritmo correcto de respiração e, assim, evitar a sensação de sufoco que caracteriza a hiperventilação, que surge como um dos primeiros sinais de ansiedade

  • Faça exercício físico nas alturas em que o tempo está mais fresco (de preferência, de manhã cedo)

  • Mantenha o quarto de dormir tão fresco quanto possível, para que o corpo possa arrefecer à noite, ajudando a um sono repousado

  • Quando sentir o corpo a dar sinais de desconforto, lembre-se que ficar ansioso apenas vai piorar esse desconforto

  • Finalmente, nunca é demais lembrar: se tiver motivos para pensar que possa ter um problema físico, não hesite em fazer uma avaliação médica!

  • E, se suspeitar que possa sofrer de perturbação do pânico ou de outro problema de ansiedade, tenha presente que é uma situação que se trata com elevados níveis de eficácia em psicoterapia.